No último dia 08 de agosto, Montes Claros virou o epicentro da tecnologia jovem com a etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). O desafio? Crianças e adolescentes tiveram que montar e programar robôs de resgate do absoluto zero para encarar um trajeto surpresa cheio de barreiras, rampas e marcadores. O clima nas arenas foi digno de final de campeonato, com direito a muita superação, códigos reescritos na pressa e celebração com vagas garantidas para a etapa estadual.
O Loot Central acompanhou tudo de perto e conversou com quem viveu essa adrenalina por trás das bancadas e no comando das equipes.
O Papel dos Mentores

Se para os alunos a disputa é na pista, para os professores o desafio é segurar a ansiedade e manter a mente da garotada no lugar.
A professora Rafaela Caiaffa destacou a emoção de ver suas três equipes conquistando o pódio completo (1º, 2º e 3º lugares) e garantirem a vaga no estadual:
“Não tenho nem palavras, para vê-los conquistando. A gente sabe todo o esforço que eles fazem na preparação… É uma satisfação muito grande. O nosso maior desafio fora das arenas é manter os meninos tranquilos, motivados e com espírito de equipe para executarem o que sabem, porque eles dão conta!”
Já a professora de história Júnia Tolentino, da Escola Municipal Geraldo Pereira de Souza, que também teve equipes classificadas em três níveis, relatou a tensão de bastidor:
“A primeira coisa é gratidão, mas logo vem o alívio, porque a pressão é surreal! Você fica do lado de fora querendo ajudar enquanto as coisas dão errado, e o foco precisa ser acalmar os alunos para eles acreditarem no próprio potencial.”
Júnia ressaltou que uma de suas equipes do Nível 1 zerou a primeira rodada após o robô parar completamente, conseguiu manter a calma, reprogramar tudo e virar o jogo nas rodadas seguintes.
Gambiarras e Viradas no Jogo

Para os estudantes, a OBR foi uma prova de resistência técnica e emocional. Maria Luísa, da equipe Artemis (composta também por Mariane, Flávia e Beatriz), conquistou o 2º lugar no Resgate N2 após um verdadeiro drama nas primeiras horas da manhã.
“Hoje de manhã o robô simplesmente não queria ligar, o motor queimou! Tivemos que reformatar o cartão SD, trocar a central do motor e fazer de tudo. Na primeira rodada bateu um desespero, mas no final deu tudo certo. Ver que o esforço de ficar até 20h nos treinos valeu a pena é muito gratificante.”
Na disputa do topo, a equipe Regulus de Mariana Gomes e Carlos cravou o 1º lugar do Resgate N2 e carimbou o passaporte para a fase estadual no último ano em que disputam pelo Instituto Federal do Norte de Minas Gerais em Montes Claros.
“A gente tá competindo desde o primeiro ano, e ser recompensado com a medalha e a vaga no nosso último ano é incrível”, comemorou Mariana.
Carlos completou lembrando das dificuldades superadas: “Tivemos que ajustar a lógica de entrada e saída da área de resgate em cima da hora. Esse tipo de competição ensina na prática a usar a lógica para resolver problemas, o que ajuda tanto no curso de informática quanto na vida.”

A etapa regional em Montes Claros provou que a robótica vai muito além de peças e linhas de código: é sobre trabalho em equipe, inteligência emocional e resiliência sob pressão. Agora, os classificados esquentam os motores para representar o Norte de Minas na etapa estadual da OBR no dia 29 de Agosto em São João Del Rei.

Nós, do Loot Central, ficamos extremamente honrados em estar, por mais um ano, lado a lado com o IFNMG (Instituto Federal do Norte de Minas Gerais — Campus Montes Claros). Mais do que cobrir o evento e realizar a transmissão online ao vivo, é gratificante ver de perto onde a verdadeira essência nerd ganhar vida: na dedicação aos estudos, na paixão pela tecnologia e no ecossistema de inovação que molda o futuro dos nossos jovens talentos.



