Quando decidi dar o play em Matrix (1999) mais uma vez, confesso que entrei com a cabeça preparada para uma experiência talvez um pouco estranha. Afinal, o filme já tem 27 anos de história — na época do seu lançamento, eu tinha apenas 7 anos de idade. A dúvida era inevitável: será que o peso das décadas teria afetado a obra?
A resposta curta e direta é: absolutamente não.

Se a mensagem do filme continua incrivelmente atual e cheia de brilho, o que dizer da parte técnica? Para mim, que hoje estudo e trabalho diretamente com audiovisual, olhar para Matrix ganha uma camada totalmente nova.
- O nascimento do Bullet Time: O efeito revolucionário de desacelerar o tempo enquanto a câmera se move livremente nasceu aqui. Toda vez que essa técnica surge na tela, é impossível não se surpreender. Sabendo da complexidade de como isso foi feito na época — utilizando um arco circular de dezenas de câmeras fotográficas disparadas em sequência —, a engenharia por trás da cena é de tirar o chapéu.
- 1999 vs. Cinema Atual: Pensando no ano em que foi produzido, a qualidade dos efeitos é impressionante. Dá de 10 a 0 em muito CGI preguiçoso e uso genérico de IA que vemos a indústria entregar hoje em dia.
- Ritmo e detalhes: Quem diria que um filme de 1999 teria mais ritmo e dinamismo do que a maioria dos blockbusters atuais? Mesmo conhecendo o enredo e sabendo falas inteiras de cor, assistir agora com um olhar mais atento me fez notar detalhes e nuances que passaram batidos nas inúmeras vezes que vi anteriormente.


Matrix sempre esteve na minha lista de filmes favoritos do cinema, e reassistir agora só me deu a certeza de que ele não envelheceu mal. É uma obra que continua divertida, promove reflexões profundas e faz com que cada minuto das suas 2h16 de duração seja extremamente bem aproveitado.
Se faz tempo que você não visita a Matrix — ou se quer rever sob uma nova perspectiva —, fica a dica: o clássico continua irretocável.



