Fala, aventureiro! O filme da Supergirl já está ai, e óbvio, nós do Loot Central colamos na pré-estreia para conferir como a prima do Superman ia se sair nas telonas.
Para quem já é de casa, sabe o esquema: nós avaliamos absolutamente tudo baseados em 10 pontos essenciais que fazem uma história funcionar (Enredo, Direção, Atuações, Som, Mensagem, Roteiro, Design de Produção, Efeitos, Criatividade e Impacto). Cada categoria vale 1 ponto cravado. O filme entra na sala com nota 10 e, conforme a gente vai dissecando a experiência, ele vai mantendo ou perdendo décimos. Bora descobrir se vale o seu ingresso ou se é melhor esperar sair no streaming!
Uma origem sem chatice e um roteiro sem firula

Se você estava com medo de aguentar mais um filme de origem arrastado, mostrando tudo aquilo que todo mundo já cansou de saber, pode respirar aliviado. A DC resolveu chutar o balde dos clichês e trouxe uma história consistente, com uma apresentação muito segura, sólida e madura da Kara Zor-El. O roteiro é extremamente honesto: ele sabe o que quer contar, é simples, bem amarrado e foca no objetivo, sem inventar aqueles plot twists mirabolantes só para tentar explodir sua cabeça e que, no fim, não fazem sentido nenhum.
O ritmo do longa é um baita trunfo porque te joga para dentro da trama e não te deixa cansado em momento algum. Mas o que realmente chamou a nossa atenção na narrativa foi o jogo de cintura da produção para equilibrar as coisas: os caras conseguiram meter alívios cômicos certeiros no meio de uma história que carrega uma bagagem dramática pesadíssima. Você sai do cinema com aquela sensação boa de ter visto um filme que prometeu o feijão com arroz e entregou um prato de primeira.
Direção de responsa e emoção no talo
O diretor Craig Gillespie não veio para brincadeira e entregou coesão. O olho dele para a cinematografia brilha forte, principalmente na sacada de usar flashbacks na hora exata para desenhar o background da personagem, fazendo a gente entender perfeitamente o estado mental da Kara logo no começo da projeção. O visual dos planetas e a iluminação ajudam demais a dar aquele senso de imersão que a gente precisa em um sci-fi desse tamanho.
Tudo isso dá sustentação para uma mensagem central limpa e eficaz, que bota o dedo na ferida dos dilemas de uma alienígena profunda que passou por traumas pesados e não cresceu com os costumes e o conforto da Terra, ao contrário do seu primo famoso. É um filme de super-herói que realmente te faz pensar e entrega cenas que têm tudo para virar memoráveis na cultura pop.
Milly Alcock gigante, Eve Ridley brilha e o Jason Momoa… é o LOBO!

O elenco entregou tudo e mais um pouco. O diretor conseguiu lapidar a atuação e colocar a emoção no lugar certo. A Milly Alcock tá gigante no papel, trazendo uma Kara muito “humana”, que sofre com um luto antigo e real — o que justifica muito bem o fato de ela tomar algumas decisões bem duvidosas e tortas durante o filme. Ela constrói uma personagem que contrasta demais com o Superman e prova que sabe seguir seu próprio caminho carregando o “S” no peito. Do lado dela, a jovem Eve Ridley (a Ruthye Knoll) mostra que não veio a passeio e entrega uma atuação impecável, com uma química absurda com a Milly.

E agora, o momento que todo mundo queria saber: o Lobo. Galera, esquece tudo. Não tinha como ser outra pessoa além do Jason Momoa. Fica nítido na tela o quanto o cara se entregou e o quanto ele queria fazer esse personagem. Ele tá completamente confortável, se diverte e, toda vez que aparece, rouba a cena e engole a tela. O bicho é, literalmente, o Lobo dos gibis encarnado.
Som de primeira e os deslizes técnicos
A parte sonora acompanha o hype sem inventar moda. Cada trilha e efeito de som entra para somar na história e puxar a emoção que a cena pede, fugindo daquelas escolhas óbvias e manjadas de Hollywood — rolou até um easter egg genial com a menção de Garota de Ipanema no meio da parada! Como a gente assistiu na versão legendada, deu para sacar a mixagem original tinindo nos volumes e detalhes (então fica o aviso de que na versão dublada esses detalhes podem mudar um pouco).
Mas óbvio que nem tudo são flores, e como o nosso foco aqui no Loot é destrinchar os detalhes, tivemos algumas ressalvas na parte técnica que tiraram uns décimos preciosos do longa. Com um olhar mais atento de produção, deu para notar que a caracterização do Lobo deu umas vaciladas na tela: em várias cenas, a proporção do tronco do personagem parecia estranhamente alongada, deixando a barriga comprida demais e quebrando um pouco a estética. Outro ponto que balançou foram os efeitos visuais de voo. O CGI dos personagens em si está ótimo e camufla bem a superforça nas lutas para não parecer aquele “boneco 3D de videogame” feio. Porém, as cenas de voo do começo do filme parecem meio cruas e estranhas, dando uma evolução nítida nas sequências do final do filme, que vieram bem mais polidas e bonitas. Essa falta de padrão em um filme desse tamanho custou caro na nossa nota.

O Veredito: A DC tá achando a fórmula?
Mesmo não sendo a premissa mais original do mundo, o filme compensa na criatividade de como usa suas ideias. Sendo o segundo passo dessa nova era da DC nos cinemas, o saldo é bem positivo. Ele expande o universo sem precisar ficar gritando na sua cara a cada cinco minutos que aquele é um mundo compartilhado com outros heróis. Ele foca em mostrar quem é a Supergirl e dita o ritmo do que ela vai ser no futuro.
Para fechar o pacote, fica o relato sincero: até para quem não é o maior fã de carteirinha dos heróis da DC, o estúdio conseguiu emplacar o segundo filme seguido que faz a gente sair do cinema com um sorriso no rosto e feliz de ter pago o ingresso. É um filme divertido, fora do padrão engessado de heróis e que vale a pena conferir.
Supergirl passa no teste do Loot Central com uma nota muito sólida. O filme diverte alto, emociona e entrega ótimos personagens, mas acaba perdendo pontos importantes por causa de algumas derrapadas técnicas de efeitos e pós-produção que tiraram o brilho do que poderia ser um espetáculo nota 10. Ainda assim, corre pro cinema que o Lobo e a Kara vão te garantir uma experiência irada!
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